As 8 principais características de um funcionário com perfil de líder

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A figura do líder dentro de uma empresa é primordial para direcionar a equipe na busca pelos resultados esperados pela organização. Por isso, é importante que os gestores procurem entre os seus colaboradores aquele que possui o perfil de líder, a fim de orientá-lo a seguir um plano de carreira dentro da companhia.

Além disso, todo gestor precisa encontrar pessoas capazes de substituí-lo. Para ajudá-lo na gestão de talentos, selecionamos as principais características que o profissional precisa ter e os tipos de liderança com as quais ele pode se identificar. Continue a leitura e confira!

As principais características de um líder

Para identificar um funcionário com perfil de liderança na sua equipe, é necessário observar algumas habilidades demonstradas dentro do ambiente de trabalho. A seguir, veja quais são essas características que podem fazer do seu colaborador um grande líder!

1. Sabe lidar com pessoas

Uma das principais características de um líder é ter facilidade para lidar com outras pessoas. Isso ajuda a conviver com as diferenças e ter respeito pelas opiniões dos colegas. Se entre seus colaboradores existe alguém com esse perfil, provavelmente você encontrou uma pessoa apta a ser desenvolvida para um processo de liderança.

2. Não tem dificuldades para se adaptar

Processos de mudança assustam as pessoas, e não é todo mundo que tem facilidade para se adaptar. Mesmo nas situações adversas, alguns continuam performando muito bem e não se abalam com as transformações, demonstrando inteligência emocional. Portanto, o profissional que sabe lidar com isso, provavelmente, é bastante indicado para se tornar um líder.

3. Tem facilidade para ensinar e aprender

Aquele profissional que está sempre procurando se atualizar, não tem medo de investir em cursos e se mostra disposto a aprender e compartilhar conhecimentos com outros membros da equipe é alguém que merece ser notado e avaliado para futuras lideranças.

4. Pratica a empatia

Ter alguém na equipe que está sempre preocupado com o desempenho dos outros, tentando entender suas dificuldades e seus valores, e se mostra disponível para ouvi-los é um profissional que pratica a empatia e sabe trabalhar adequadamente sua inteligência emocional. Essa é uma das principais características de um líder, por isso é relevante que o gestor observe atentamente esse profissional.

5. Sabe dar e receber feedback

Quando um gestor está aplicando um feedback, ele é capaz de perceber quais colaboradores conseguiram entender a mensagem e se mostraram dispostos a buscar soluções de melhoria. São esses profissionais que conseguem superar desafios em busca de bons resultados e merecem ser valorizados como líderes.

6. Consegue motivar e é motivado

Quando você encontra um funcionário com pensamentos positivos, que se sente estimulado no ambiente de trabalho e contagia todos ao seu redor, saiba que ele tem os atributos essenciais para se tornar um bom líder, já que é uma pessoa motivada e tem facilidade de motivar as pessoas da sua equipe.

7. Foca nos resultados

Aquele profissional que desempenha suas tarefas com êxito e que, além disso, consegue focar no que a empresa precisa, entregando resultados acima do esperado, tem todos os traços para se tornar um líder com excelência.

8. É capaz de ser planejador e estrategista

O funcionário organizado, que consegue planejar suas atividades diárias sem descumprir metas, consegue otimizar seu tempo. Com isso, ele tem facilidade em identificar as dificuldades enfrentadas pela equipe e se mostra ágil na hora de propor soluções para o problema. Como gestor, é significativo que você observe essas habilidades de liderança em seu colaborador.

Os estilos de perfil de liderança

Ao identificar o colaborador com características de líder, é fundamental compreender também qual perfil de liderança ele pode seguir. Abaixo, entenda mais sobre como é cada estilo!

Liderança autocrática

O líder autocrático é aquele que procura pautar suas decisões naquilo que considera certo, sem precisar consultar sua equipe ou qualquer outro membro da empresa. Apenas determina o que deve ser feito. São profissionais que dificilmente aplicam feedbacks em seus colaboradores.

Contudo, mesmo assim, conseguem chegar mais rapidamente ao seu objetivo. No geral, gestores que possuem esse perfil de liderança não estimulam a criatividade de seus funcionários. Isso faz com que estes se sintam insatisfeitos no ambiente de trabalho, prejudicando o clima organizacional.

Liderança democrática

O profissional que desenvolve a liderança democrática procura estar mais próximo da sua equipe, continuamente buscando melhorias. Para isso, compartilha ideias, aplica feedbacks e mantém um bom relacionamento com o grupo.

Como suas decisões são compartilhadas com a equipe, pode ser que ele tenha dificuldades em tomar atitudes emergenciais. Porém são figuras altamente confiáveis e a sua opinião faz muita diferença na entrega dos resultados.

Liderança laissez-faire

Quem pratica a liderança laissez-faire não determina prazos ou metas, tampouco se preocupa em organizar as suas tarefas. Sua gestão é liberal, permitindo que seus colaboradores se sintam à vontade para tomar atitudes e conduzir suas atividades na busca de resultados.

Caso os membros da equipe não tenham maturidade suficiente para seguirem sozinhos, corre-se o risco de o trabalho não ser bem executado. No entanto, se os profissionais forem experientes e comprometidos com os objetivos da empresa, eles se sentirão mais confortáveis no ambiente de trabalho.

Liderança situacional

Quando o líder age conforme as situações que se apresentam para ele, é o perfil de liderança situacional que está envolvido. Por isso suas atitudes podem parecer autocráticas em um determinado momento e totalmente liberais em outro.

O profissional com esse perfil precisa ser bastante analítico para avaliar qual deverá ser sua reação em cada situação. Isso pode ajudá-lo, por exemplo, na hora de delegar tarefas quando perceber que o funcionário é competente e comprometido com o trabalho ou controlar e acompanhar aqueles colaboradores que estão performando com dificuldades.

Liderança orientada para tarefas

Com a evolução da tecnologia e a criação de ferramentas para análises de métricas e de indicadores de desempenho, muitos líderes direcionam sua gestão tomando como base os resultados desses KPI’s. Isso porque eles acreditam que essa seja a forma mais eficaz de alcançar as metas propostas pela empresa.

Contudo, o que a maioria não percebe é que a liderança orientada para tarefas deixa de valorizar a relação humana. Isso pode se tornar um problema, uma vez que a empresa é feita de pessoas que precisam de estímulos para realizar suas atividades e garantir resultados para a organização.

Liderança orientada para pessoas

A postura de um líder orientado para pessoas é estar sempre preocupado com o bem-estar dos colaboradores que fazem parte da sua equipe. Por isso sua gestão é democrática, proporcionando a construção de relacionamentos sólidos entre seus liderados.

Caso esse líder se preocupe demais em proteger seus liderados, ele pode comprometer o aprendizado deles, já que, não raramente, aprender com os erros é significativo. No entanto, são pessoas sempre dispostas a ouvir e orientar seus colaboradores, ganhando a confiança deles e servindo de exemplo para a sua equipe.

Liderança empreendedora

Cada vez mais, as empresas estão buscando indivíduos com espírito empreendedor, pois são pessoas com bastante criatividade e inspiradoras. Além disso, são líderes que sabem equilibrar a adequada execução das tarefas com a gestão de pessoas.

Por serem profissionais altamente requisitados e que precisam ser estimulados constantemente, eles não têm medo de encarar outros desafios e de abrir mão daquilo que estão vivendo no momento. Para a empresa, isso pode ser preocupante, uma vez que precisa lidar com essa instabilidade do gestor.

A empatia assertiva

Esse termo é defendido pelo autor Kim Scott, cujo livro tem esse título. Ele defende que relacionamentos, quaisquer que sejam, fazem parte constantemente da nossa vida. E a forma como as pessoas se relacionam influencia no sucesso dos objetivos. Assim, já que um chefe irá sempre fazer parte da vida de alguém, em algum momento, estudar a relação chefe-subordinados é essencial.

Para ele, então, a chave de uma liderança eficaz é, justamente, a empatia assertiva. No entanto ele faz uma pequena distinção entre os tipos de empatia existentes.

Empatia emocional

A pessoa se identifica com o que o outro sente, ou, ainda que nunca tenha passado por uma situação parecida, compreende e valida muito bem esses sentimentos alheio. No entanto não existe, necessariamente, por parte dessa pessoa empática, uma atitude proativa para ajudar o colega.

Empatia cognitiva

A pessoa pode até não concordar ou não ter exatamente o mesmo ponto de vista sobre determinado assunto. Mas ela entende e permite que o outro pense e aja diferente. Ela sabe que o colega tem motivos para se comportar como tal.

Empatia compassiva

A pessoa entende as condições de sentimento e de pensamento do outro e se sente motivada a ajudá-lo, se houver necessidade.

Empatia assertiva

Aqui, ao mesmo tempo em que a pessoa compreende e aceita emoções e comportamentos alheios, ela tem proatividade para confrontar o outro, se necessário. Assim é bem diferente de ela se importar, conseguir sentir pelo outro, ver algo acontecendo, mas não fazer nada.

A empatia assertiva na liderança

O líder usará a empatia assertiva seguindo três pontos:

  • orientação;
  • desenvolvimento de equipes;
  • resultados.

Para conseguir eficácia nisso, ele precisará se dirigir aos seus colaboradores seguindo a definição do que é ser uma pessoa assertiva: ir atrás dos seus próprios interesses, exprimir seus desejos e suas necessidades, exercer seus direitos, mas sem ultrapassar e negar os direitos e os sentimentos do outro.

Assim ele deverá gerenciar a equipe, estabelecendo visão clara nos objetivos a serem alcançados, conseguindo motivar e administrar os conflitos, ao mesmo tempo em que exerce a empatia (compreensão de sentimentos e comportamentos) e a assertividade (não deixar que empatia excessiva se transforme em passividade).

Então, no caso de um feedback negativo, por exemplo, o líder deverá falar claramente e diretamente que o trabalho ficou aquém, mas de forma respeitosa e gentil.

Para desenvolver o perfil de líder desse jeito, a pessoa precisará seguir cinco habilidades, como as seguintes.

Empatia

Logicamente, o líder deverá aprender a ser empático. Isso não significa, necessariamente, “se colocar no lugar do outro”, pois, a partir do momento em que faz isso, ele corre o risco de avaliar as coisas sob uma perspectiva meio egoísta, já que ele pensa: “o que eu faria nessa situação?”. O problema disso é que o modo como ele agiria nem sempre condiz com o que o outro decide agir. Assim ele precisa ter a visão de que o outro tem todos os motivos e direito de pensar, sentir e se comportar como faz.

Entusiasmo

O entusiasmo é outra característica importante, já que o líder precisa transmitir o desejo de criar e perseverar para atingir as metas. Ele precisa não só motivar, mas também ser motivo de inspiração.

Uma pessoa com habilidade de liderança empática precisa colocar energia e paixão em tudo o que faz, servindo de exemplo aos colaboradores.

Cordialidade

A cordialidade é importante para estabelecer um clima organizacional positivo. Com isso, o líder precisa ser capaz de oferecer soluções às adversidades dos colaboradores, usando a empatia. Assim ele se torna sensível e justo às circunstâncias individuais.

Ser cordial não significa desenvolver uma amizade, mas sim que a proximidade ajuda a manter um ambiente mais saudável.

Serenidade

Situações estressantes acontecem e não há como evitá-las. Mas as consequências são mais positivas quando o líder ensina os funcionários a agirem com calma, sem deixar se abalar pelas emoções nos momentos complicados. Novamente, ele se torna um exemplo para que as pessoas sigam o comportamento dele.

Capacidade de estabelecer limites

Ainda que o líder seja uma pessoa empática, amistosa e agradável, é necessário haver limites pessoais e profissionais. Certa distância deve ser mantida, quando necessário, para que não exista confusão desse relacionamento com amizade, já que a intimidade exagerada poderia influenciar negativamente no trabalho.

Então, percebeu que identificar o perfil de líder entre seus colaboradores requer bastante atenção? Isso acontece na medida em que muitos vão apresentar apenas algumas características, assim, cabe à empresa desenvolver as demais habilidades para que eles atendam às necessidades da companhia.

Liderar nem sempre é fácil e, muitas vezes, o profissional está sujeito a cometer alguns erros. Conheça os mais comuns!

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