Talent Mobility: o que se deve fazer para reter jovens talentos?

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A chegada das novas gerações ao mercado de trabalho vem causando profundas alterações na dinâmica das organizações. Os jovens lidam com seus empregos de uma forma muito diferente dos profissionais veteranos, o que representa um grande desafio para o RH.

Afinal, atrair e reter esses talentos demanda investir em Talent Mobility, engajamento e benefícios adequados. Para fazer isso de forma efetiva, é indispensável compreender as necessidades desse público, que tem expectativas totalmente diferentes dos trabalhadores de 20 ou 30 anos atrás.

Pensando nisso, montamos este guia com o que você precisa saber para manter os jovens profissionais motivados. Quer saber mais? Confira a seguir!

Quem são as gerações Y e Z?

O choque de gerações se tornou evidente com a entrada da geração Y no mundo corporativo. Também conhecidos como millennials, esses profissionais nasceram entre o início dos anos 1980 e meados da década de 1990, tendo hoje entre 23 e 38 anos.

A relevância deles no mercado já é enorme, pois muitos ocupam cargos de gestão ou cuidam dos seus próprios negócios.

Há, ainda, os jovens nascidos da metade dos anos 1990 até 2010, que são conhecidos como geração Z. Muitos deles já estão se inserindo no mercado de trabalho, o que requer grande capacidade de adaptação das empresas às necessidades desses profissionais.

Como os jovens talentos se comportam?

O que há de tão diferente no comportamento dos jovens em relação aos mais experientes? A resposta está na forma como eles cresceram. As gerações Y e Z já nasceram com amplo acesso a todos os avanços tecnológicos mais importantes dos últimos anos.

Por conviverem com a internet desde sempre, esses talentos estão acostumados a acessar um grande volume de informações com extrema facilidade. Hoje, é possível buscar conhecimento por conta própria e evoluir em um ritmo muito mais acelerado que em qualquer outra época. Isso ajuda a formar profissionais ágeis, multitarefa e com enorme potencial para inovação.

Outra característica marcante é a aversão à burocracia e a hierarquia. Jovens gostam de trabalhar com autonomia e em pé de igualdade com seus colegas. Por isso, não espere que eles cumpram ordens sem entender o contexto ou peçam aprovação do chefe para cada passo do trabalho. Esse tipo de atitude não faz parte da natureza deles.

Também é importante prestar atenção ao que eles esperam do ambiente de trabalho. Mais do que nunca, as novas gerações buscam satisfação pessoal e propósito em seus empregos. Para um millennial, a remuneração é importante, mas trabalhar em um lugar que tenha a ver com sua visão de mundo é o principal.

Como reter os jovens profissionais?

Devido à essa mudança comportamental, as empresas precisam usar a criatividade para atrair e reter esses talentos, já que eles têm necessidades que, até então, não eram prioridade no mercado de trabalho.

Veja a seguir algumas ações que podem trazer ótimos resultados no engajamento e valorização dos profissionais mais jovens.

Talent Mobility

O termo em inglês Talent Mobility significa mobilidade de talentos. A prática consiste em permitir que os profissionais mudem de área ou cargo de acordo com suas habilidades, potencialidades e interesses.

O conceito se encaixa perfeitamente ao perfil inquieto e multitarefa das novas gerações. Jovens talentos tendem a ficar insatisfeitos quando são mantidos por muito tempo na mesma função, sem ter chance de encarar novos desafios.

Ao dar oportunidade de fazer movimentos horizontais ou verticais de carreira, a empresa garante que o colaborador se mantenha motivado e interessado em permanecer na equipe.

Além de garantir o engajamento dos funcionários, o Talent Mobility também traz ótimos benefícios para a empresa. O modelo permite desenvolver no time, as competências que a companhia mais precisa para crescer, além de criar uma força de trabalho flexível e versátil, que responda muito bem às demandas do mercado.

Autonomia

As novas gerações precisam de liberdade para conduzir suas atividades. Esses profissionais são cheios de novas ideias e vontade de inovar, o que faz com que processos muito burocráticos limitem seu potencial e aumentem o grau de insatisfação. O melhor a se fazer é avaliar apenas os resultados, deixando que eles escolham a maneira como vão alcançá-los.

Perspectiva de crescimento

Antigamente, crescer em uma empresa levava muito tempo: era preciso ficar muitos anos na empresa e cumprir uma série de etapas que nem sempre tinham a ver com o desempenho profissional. Os jovens talentos buscam outro tipo de dinâmica. Para eles, a conquista de posições elevadas deve ser baseada no mérito.

Muitas empresas, sobretudo startups, já perceberam isso. Em muitos casos, funcionários com performance acima da média conseguem chegar a posição de coordenação ou liderança em menos de um ano — algo que seria impensável há alguns anos.

Engajamento

Desenvolver uma cultura organizacional forte é um dos maiores fatores de retenção de jovens profissionais. Como dito anteriormente, eles buscam trabalhar em empresas com as quais se identificam, sempre perseguindo um propósito maior. Ter uma razão para acordar cedo e ir para o escritório é muito mais importante para esses talentos do que o salário no fim do mês.

Comunicação online

Para se comunicar de forma efetiva, uma empresa deve utilizar os canais onde seu público está. No caso das novas gerações de funcionários, isso significa utilizar mídias online. Afinal, todos eles cresceram junto com a internet. Os mais novos, da geração Z, praticamente nasceram com o celular na mão.

Por isso, todo o diálogo, desde o anúncio de vagas até os treinamentos e comunicação interna, deve ser feito de forma virtual. Redes sociais, e-mails, softwares online, chatbots etc.

Tudo isso precisa ser levado em conta ao planejar as interações com esse público.

Benefícios diferenciados

O pacote tradicional para reter bons talentos também vale para os profissionais das novas gerações. Ou seja: um bom salário e benefícios básicos, como plano de saúde e vale-refeição, são obrigatórios para manter o engajamento em alta. Bônus, premiações e participação nos lucros também são fundamentais.

No entanto, só isso não basta. É preciso implementar benefícios que também aumentem a qualidade de vida, não apenas o lado financeiro. Muitas empresas já permitem o home-office e horários flexíveis, o que conta muitos pontos com os colaboradores. Vantagens que estimulam o bem-estar, como ginástica laboral e vale-cultura, são outros exemplos que têm se tornado cada vez mais populares.

Agora que você já sabe como aplicar o Talent Mobility e outras medidas, ficou mais fácil planejar a retenção de talentos da sua empresa! Basta avaliar as necessidades da organização, as expectativas dos colaboradores e implementar as práticas adequadas à essa realidade. Isso certamente vai alavancar a qualidade da sua gestão de pessoas!

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