Qual a importância da ética profissional no ambiente de trabalho?

Tempo de leitura: 6 minutos

Sabemos que o ambiente profissional nem sempre é onde a ética impera. As diferenças étnicas e a ambição desenfreada de algumas pessoas, entre outras razões, podem mexer muito com as relações laborais e com a rotina de trabalho.

Quando as equipes são compostas por profissionais de diferentes culturas, perfis ou gerações, o problema pode ser potencializado. Exatamente por isso que a ética profissional se faz cada vez mais necessária — não que tenha deixado de ser importante em algum momento.

Mas você compreende o que é ética e saberia defender sua importância nas relações profissionais da empresa? Confira nosso artigo e fique por dentro do assunto!

O significado de ética

Não é à toa que ética é um tema tão complexo. O termo deriva do grego ethos, que significa caráter ou modo de ser de uma pessoa. Por isso pode ser tão abrangente e diversa a concepção das pessoas sobre o que é ou não ético — inclusive, varia de cultura para cultura.

No entanto, a ética pela ótica filosófica é a busca por um equilíbrio e bom funcionamento social, principalmente com base nos valores históricos e culturais de uma sociedade. Ela permeia diversos segmentos da vida humana.

Podemos, por exemplo, citar os códigos de ética médica, política e jornalística, que nada mais são que conjuntos de condutas desejados pelos profissionais dessas áreas.

A postura ética no ambiente profissional

Por mais que sonhamos em separar nossa vida particular do espectro profissional, é preciso lembrar que somos pessoas e não robôs.

Ou seja, também levamos nossos valores culturais e morais para o ambiente de trabalho. Então, imagine cada uma das pessoas que compõem uma empresa levando suas crenças pessoais para o ambiente laboral.

Certamente muitos conflitos podem surgir devido à diversidade no ambiente de trabalho. Evitar isso é a base fundamental para a criação de um manual de postura que defina a ética profissional em determinada organização.

Algumas atitudes podem ser premissas básicas, herdadas pela sociedade em que vivemos. Mas sem um alinhamento prévio, como é possível censurar a atitude sexista de um profissional oriundo de uma cultura em que as relações entre homens e mulheres são comumente díspares?

Por meio de um manual a empresa define o que é aceitável e desejável dentro de suas dependências ou na representação de sua marca. No entanto, é preciso lembrar que, muitas vezes, tais determinações podem extrapolar o ambiente de trabalho.

Com a potência das redes sociais, os profissionais precisam lembrar que suas atitudes reverberam na sociedade e podem trazer prejuízos à imagem da organização a qual representam.

Um exemplo muito recente é o caso de um publicitário que foi suspenso após tecer críticas aos nordestinos, que demonstraram — em sua maioria — um posicionamento político alheio ao dele nas eleições presidenciais de 2018.

Além de os próprios chefes do tal publicitário serem baianos, o caso repercutiu na internet e levou a agência a afastar o colaborador por tempo indeterminado, além de emitir nota oficial repudiando a atitude.

Da mesma forma que o profissional deve estar ciente das normas éticas internas da empresa para a qual trabalha, as organizações precisam ter sensibilidade e postura ética com seus funcionários.

Afinal, não seria nada agradável que a filial de uma empresa oferecesse carne bovina nas refeições dos seus colaboradores na Índia, que podem fazer parte de uma cultura em que a vaca é considerada um animal sagrado.

Os benefícios da ética profissional

Como as organizações geralmente são compostas por pessoas de diferentes classes sociais, crenças religiosas, ideologias políticas e até mesmo de culturas variadas, como no caso das empresas multinacionais, ter um manual de conduta e ética profissional é essencial.

Entre os benefícios desse tipo de documento, podemos citar:

Estímulo à honestidade

Por mais que seja um princípio básico de nossa sociedade e pertencente ao rol dos elementos universais de qualquer ética profissional, definir a honestidade como base de um manual de postura ética reforça tal valor.

Preservação das informações

A segurança da informação é algo almejado por quase todas as empresas, principalmente aquelas que podem ter seu negócio prejudicado com o vazamento de dados sigilosos ou até mesmo pelas subjugadas consequências da rádio-peão. Portanto, especificar tal ponto em um manual de ética profissional oferece resguardo jurídico à organização.

Valorização da imparcialidade

Ao especificar formas desejáveis de conduta que prezam pela valorização das ideias do próximo e o respeito às individualidades, a empresa estimulará a valorização da imparcialidade. Dessa forma, os conflitos de relações pessoais com profissionais tendem a minimizar.

Exaltação do trabalho em equipe

O respeito às diferenças também é um ponto fundamental para o trabalho em equipe. Quando um manual de ética profissional exalta a importância da opinião do outro, também está transcorrendo a respeito da importância do trabalho em equipe.

Os males da falta da ética no trabalho

Além de deixar margem para a falta de honestidade e negligenciação das informações sigilosas, a ausência de ética profissional pode estimular uma competitividade nada saudável, afetando o trabalho em equipe.

Da mesma forma, a falta desse alinhamento pode prejudicar a cultura do feedback e até mesmo o respeito interpessoal, potencializando conflitos. E sabemos como a comunicação entre os pares das organizações é importante para o sucesso dos negócios.

Outro ponto negativo de uma empresa que não tem a ética profissional como valor cultivado é a potência destrutiva das conversas no cafezinho. A fofoca acaba por disseminar inseguranças e prejudicar o desempenho de projetos internos.

Por todos esses pontos positivos e, principalmente, pelos males que a falta da ética no trabalho pode causar, ter um regimento interno é fundamental. Mas ainda não é o suficiente para ter bons resultados.

É importante que as organizações destinem, no planejamento estratégico de RH, investimentos para treinamentos e desenvolvimento de habilidades pessoais e técnicas, além de trabalharem exaustivamente a ética profissional no meio corporativo. Apenas assim essas práticas serão incorporadas à cultura organizacional para que gerem valor.

Interessante, não é?

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