O guia de gamificação como ação de engajamento nas empresas

Tempo de leitura: 24 minutos

O nível de interesse dos funcionários é o que determina o sucesso das atividades propostas pela organização, sejam treinamentos, eventos ou dinâmicas de integração. No entanto, incentivar o envolvimento dos colaboradores não é fácil: é preciso buscar um diferencial para atrair a atenção da equipe. É aí que entra a gamificação nas empresas como ação de engajamento.

Hoje, se consome conteúdo de maneira muito mais dinâmica do que há alguns anos. Em um curso corporativo, por exemplo, as tradicionais aulas expositivas não funcionam tanto quanto antes. Com a transformação digital, as pessoas se acostumaram a participar ativamente do processo, por meio do diálogo, tomada de ações e exposição das próprias ideias, não se limitando a absorver informações passivamente.

A gamificação é uma ferramenta totalmente alinhada a essa nova realidade, pois oferece uma abordagem nova, interativa e desafiadora, que vem trazendo ótimos resultados para as empresas.

Pensando nisso, desenvolvemos este guia completo, com tudo o que há de mais importante sobre gamificação, desde o conceito até as principais formas de usá-lo a favor do engajamento da equipe. Quer se tornar um expert no assunto? Acompanhe o artigo até o final!

O que é gamificação?

Gamificação é uma prática que utiliza mecânicas de jogos para gerar engajamento em contextos reais. Dessa forma, atividades monótonas, como aprender a usar uma tecnologia ou responder a questionários, se tornam interessantes e divertidas. Os elementos básicos dessa estratégia são:

  • personalização: cada jogo ou sistema gamificado é planejado de acordo com as necessidades do usuário;
  • regras: são fundamentais para direcionar o comportamento da pessoa da maneira desejada;
  • objetivos: todo jogo tem um objetivo, seja ele passar até o último nível, seja acertar o máximo de perguntas possível;
  • pontuações: são elas que fazem o usuário avançar no game e sentir que está progredindo no seu objetivo;
  • recompensas: o esforço precisa valer a pena. Daí a necessidade de oferecer recompensas.

Você provavelmente já se deparou com alguma plataforma gamificada no seu dia a dia. O Swarm (antigo Foursquare) oferece medalhas virtuais aos usuários que mais fazem check-in em determinados lugares. Aplicativos de exercícios e dieta também contam com esses mecanismos, que servem como incentivo para a pessoa não perder o foco no objetivo.

Como funciona a gamificação nas empresas?

Em uma empresa, essa estratégia pode ser aplicada em diversas situações, como onboardings, treinamentos e até para alavancar os indicadores de produtividade das equipes. O objetivo é estimular algumas características inerentes ao ser humano, como trabalho em equipe, competitividade, busca por status e senso de realização.

Entre os objetivos corporativos que podem ser cumpridos com a gamificação, estão:

  • aumentar engajamento: fazer com que os colaboradores sejam mais participativos nas atividades diárias;
  • melhorar o clima interno: ações que deixam o moral da equipe elevado e geram mais satisfação no ambiente de trabalho;
  • aumentar a produtividade: promover melhorias no desempenho do time;
  • fidelização à marca: fazer com que os colaboradores se sintam orgulhosos em fazer parte da equipe;
  • capacitação profissional: criar cursos e treinamentos atrativos, que ofereçam a melhor experiência de aprendizagem;
  • estimular a concorrência saudável: incentivo para que os colaboradores queiram sempre produzir mais e melhor;
  • melhorar o trabalho em equipe: otimização da comunicação e estímulo à colaboração entre os funcionários;
  • promover a cultura organizacional: fazer com que os colaboradores compreendam e se identifiquem com os valores da empresa;
  • integrar novos funcionários: promover o onboarding de novos talentos, fazendo com que eles se adaptem mais rapidamente à cultura e aos processos da organização.

Jogos costumam oferecer desafios que, quando completados, geram uma recompensa para o usuário. O esforço feito para obter esse retorno é um excelente meio de gerar engajamento.

Imagine um game de corrida de cavalos para motivar um time de vendas com baixo desempenho. Na tela, cada cavalo representa um vendedor, que avança um trecho no percurso a cada contrato fechado. É uma forma lúdica e divertida de estimular a competição saudável na equipe e auxiliar os profissionais em suas metas.

Vale frisar que não é necessário desenvolver um jogo completo. Apenas adicionar algumas dinâmicas dos games no dia a dia já é uma ótima maneira de gamificar os processos. Por exemplo: em uma plataforma de atendimento via chat, cada chamado recebe uma quantidade de moedas, de acordo com a avaliação do cliente. Ao final do mês, o colaborador que reunir mais moedas é recompensado com um jantar, viagem ou outros prêmios definidos pelo gestor.

A base da gamificação empresarial está no acompanhamento diário da performance das equipes de maneira leve. As metas passam a ser tangíveis e visuais, pois são traduzidas em gráficos, rankings e níveis de experiência. Assim, o próprio colaborador pode avaliar como está seu desempenho em relação ao restante da equipe.

Para o gestor, fica mais fácil acompanhar resultados, corrigir rotas e identificar o potencial do time, a fim de usar as habilidades de cada um da melhor forma possível.

Quais são as vantagens da gamificação empresarial?

Investir em gamificação traz diversos benefícios para os processos e resultados de uma empresa. Confira os principais deles a seguir.

Treinamentos de qualidade

Capacitar os profissionais é essencial para uma empresa se destacar no mercado. Ao fazer isso, a organização consegue preparar sua equipe para entregar resultados fora da curva e se diferenciar dos concorrentes. Além disso, há um enorme ganho em termos de employer branding, ou seja, a imagem da empresa como lugar para trabalhar.

Por isso, é necessário investir em treinamentos de qualidade para os funcionários, e a gamificação tem um papel fundamental nessa medida. Recursos como storytelling, trilhas de conhecimento, pontuações e níveis de dificuldade fazem com que o colaborador se envolva cada vez mais com o conteúdo apresentado, o que melhora a experiência de aprendizado.

Isso acontece porque o participante se sente desafiado a ter o melhor desempenho possível, já que o treinamento gamificado mexe muito com a competitividade. Inclusive, a estratégia serve para colocar o profissional em situações semelhantes às que vai enfrentar na vida real, o que ajuda a reter o conhecimento.

Feedback instantâneo

O feedback é parte fundamental da rotina empresarial e, nos sistemas gamificados, ele acontece de forma automática. Toda vez que o jogador passa de fase ou conquista uma medalha, significa que ele está no caminho certo. O mesmo vale para situações opostas: quando o usuário perde uma vida no game, quer dizer que cometeu algum erro.

O reforço da aprendizagem, seja em um treinamento, seja em qualquer outra situação, é maior quando o feedback acontece em tempo real. Dessa forma, a evolução é mais rápida, o que evidencia os resultados da atividade e aumenta o engajamento e retenção.

Direcionamento comportamental

Uma das maiores vantagens da gamificação empresarial é o direcionamento comportamental dos funcionários. Basta avaliar as necessidades da equipe e planejar o sistema certo para fazer isso de forma efetiva. Jogos e empresas têm um ponto em comum muito interessante: ambos têm regras que precisam ser respeitadas.

No game, muitos níveis só podem ser desbloqueados depois que certas missões forem finalizadas. No mundo corporativo, ocorre o mesmo. Se o colaborador não atingir suas metas, não conseguirá evoluir como profissional e crescer dentro da empresa. Usar sistemas gamificados é uma alternativa muito inteligente para mostrar isso à equipe.

Esse foi apenas um exemplo de como a gamificação pode ser usada na mudança de comportamentos. O alcance da estratégia nesse sentido é ilimitado. Ela pode ser aplicada para direcionar atitudes em diversas situações, como aumento de vendas, atendimento ao cliente, desenvolvimento de soft skills e formação de líderes, entre outras.

Proximidade com as novas gerações

A geração Y ocupa uma parcela cada vez maior do mercado de trabalho, e a comunicação com esses profissionais envolve algumas peculiaridades. Por ter crescido com amplo acesso à tecnologia, esse grupo precisa de abordagens diferentes na hora de aprender uma habilidade técnica ou se adaptar a uma nova cultura organizacional.

O e-learning tradicional já não traz tantos resultados, pois esses talentos buscam interatividade e desafio em tudo que consomem. Por outro lado, estamos falando de uma geração que cresceu jogando videogame e, por isso, tem uma predisposição a enxergar sistemas gamificados com bons olhos.

E não são apenas os mais jovens que gostam de passar o tempo com games. Segundo uma pesquisa do NDP Group, 82% dos brasileiros entre 13 e 59 anos curtem jogos eletrônicos. Mais uma prova de que a gamificação nas empresas chegou para ficar e pode atingir profissionais de todas as idades.

Desenvolvimento de habilidades

Usar a gamificação como ação de engajamento nas empresas ajuda a desenvolver habilidades comportamentais importantes nos colaboradores. Entre elas, podemos citar:

  • persistência: mesmo que o jogador enfrente dificuldades, perca vidas ou cometa erros, ele não desiste até conquistar seu objetivo. Esse comportamento se traduz no dia a dia da empresa, o que gera aumento de desempenho e produtividade;
  • otimismo: no game, o jogador realmente acredita no próprio sucesso. Assim, se torna mais motivado para vencer seus desafios. Ao levar isso para a vida profissional, o colaborador se torna mais confiante em si mesmo e no seu plano de carreira;
  • cooperação: muitos jogos acontecem online e dependem do trabalho em equipe para que as missões sejam cumpridas, assim como no dia a dia profissional. Um projeto real envolve várias pessoas, e as ideias de todos são igualmente importantes para que ele seja bem-sucedido;
  • iniciativa: por natureza, a gamificação estimula no usuário o poder de agir. Afinal, é ele quem controla as decisões e atitudes que tomará ao longo do percurso. Levar isso para a rotina profissional contribui para que o funcionário seja mais proativo na sugestão de ideias e envolvimento com os projetos;
  • raciocínio: muitos jogos fazem com que o usuário desenvolva a capacidade de criar estratégias rapidamente para se adaptar ao cenário. No mundo corporativo, essa é uma característica essencial dos bons profissionais, sobretudo, os que atuam com alta gestão.

O que é engajamento de equipe?

Já falamos bastante sobre engajamento neste artigo, mas você sabe exatamente do que se trata a expressão? No âmbito empresarial, o conceito diz respeito a estabelecer uma relação na qual o colaborador se dedica voluntariamente a seguir os valores da organização, conquistar bons resultados e participar ativamente das atividades propostas.

Esse envolvimento com a empresa vai além de contrapartidas financeiras. O funcionário engajado se sente satisfeito e orgulhoso em fazer parte da equipe, tomando atitudes positivas de maneira natural. Para engajar a equipe, é preciso construir uma cultura organizacional sólida e contar com líderes inspiradores. Do contrário, fica mais difícil manter o clima interno e a motivação dos colaboradores em alta.

O engajamento não se constrói de uma hora para a outra, e, sim, a partir de uma relação de confiança que cresce ao longo do tempo. É fruto de um trabalho diário e constante para tornar o ambiente de trabalho mais leve, saudável e recompensador.

Isso envolve valorizar os profissionais, reconhecer seus esforços e oferecer espaço para capacitação e crescimento, além de evitar hostilidade e pressão desmedida. Em um ambiente assim, o funcionário tende a “vestir a camisa da empresa” e superar seus limites para trazer bons resultados.

O nível de engajamento tem influência direta no turnover, ou seja, a rotatividade de funcionários na corporação. Quanto mais engajada é a equipe, menor é o fluxo de entradas e saídas de colaboradores. Quando um profissional se sente bem no lugar onde está, dificilmente vai procurar ou aceitar propostas de outros lugares.

Reter talentos é uma grande vantagem competitiva para o negócio, o que aumenta a importância do engajamento. Ao manter suas equipes por mais tempo, a organização ganha em maturidade e eficiência nos projetos. Além disso, os custos são otimizados, já que os recursos que seriam usados em novos processos seletivos podem ser direcionados para outras finalidades.

Como utilizar a gamificação como ação de engajamento nas empresas?

Para utilizar a gamificação para engajar equipes, é preciso muito planejamento. Sem isso, o investimento será em vão, pois não haverá metas preestabelecidas nem indicadores para medir os resultados. Veja a seguir o passo a passo para implementar essa estratégia de maneira adequada.

Identifique o problema

O primeiro passo é compreender em qual aspecto a equipe precisa ser engajada. Aprender a usar um novo software? Desenvolver soft skills? Praticar o código de ética da empresa? A gamificação tem o poder de lidar com diversos tipos de problemas, mas tentar resolvê-los todos de uma vez não é o melhor caminho. Cada um precisa de uma solução personalizada, para garantir precisão e efetividade no resultado final.

Uma das melhores formas de descobrir os pontos a melhorar é questionar os envolvidos no processo. Faça pesquisas com os funcionários sobre o clima organizacional, a qualidade das ferramentas utilizadas e os treinamentos que gostariam de receber no futuro. Observar o comportamento de cada um também é uma excelente medida para identificar problemas de engajamento na organização.

Defina metas

Uma vez identificado o problema, a definição das metas é natural. Se o time de desenvolvimento de TI não está cumprindo prazos, o objetivo é tornar os processos mais ágeis. Se um funcionário não se dá bem com o trabalho em equipe, a meta é desenvolver um treinamento que corrija essa falha do profissional.

Entender o que se espera da ação gamificada é primordial para avaliar que tipo de solução será aplicada. De modo geral, os jogos testam as habilidades do usuário para atingir um objetivo específico. Portanto, essa meta fictícia deve estar diretamente relacionada à meta real que o profissional precisa cumprir no dia a dia de trabalho.

Compreenda os colaboradores

Além de identificar problemas e definir objetivos, é preciso buscar o máximo de informação sobre o público antes de iniciar uma estratégia. Identifique as preferências dos participantes da ação, a fim de criar uma solução personalizada e atrativa para a persona em questão.

Cada gênero, idade e perfil de colaborador pode se identificar mais com um formato diferente. Saber isso de antemão é extremamente valioso para o sucesso do seu plano.

Crie uma estratégia

Com todas essas informações em mãos, é hora de criar a estratégia de gamificação. Faça um brainstorming para gerar ideias que sejam, ao mesmo tempo, relevantes, divertidas e criativas. Essa conversa com a equipe também vai servir para checar se as sugestões cabem no orçamento da empresa.

Essa é a hora de deixar a imaginação fluir. Afinal, existem vários formatos que podem ser aplicados em estratégias gamificadas, como:

  • quiz;
  • jogo da forca;
  • jogo de corrida;
  • jogo da memória;
  • medalhas virtuais para o time de vendas;
  • games de plataforma (como Mario ou Sonic).

Esses foram apenas alguns exemplos simples entre as inúmeras possibilidades de gamificação como ação de engajamento nas empresas. O mais importante é que a ação esteja alinhada com as necessidades da organização e dos colaboradores.

Além do formato, nessa etapa, também é preciso definir as regras do jogo, a história que será contada e o nível de dificuldade. No último aspecto, é essencial encontrar um equilíbrio. Games simples demais podem fazer o colaborador se sentir subestimado. Já um jogo impossível de vencer, provavelmente, vai causar efeitos contrários em relação aos desejados, como frustração e desmotivação.

Depois de todas essas definições, vem a parte operacional. Esse tipo de estratégia geralmente precisa de suporte tecnológico e envolve muitas etapas até o resultado final. Com bons parceiros e uma equipe qualificada, será possível colocar o projeto no ar com a maior qualidade possível.

Divulgue a atividade

Não adianta criar uma estratégia de gamificação perfeita para os funcionários se eles não souberem que ela existe. Portanto, assim que ela estiver pronta para uso, faça a divulgação por meio dos canais de comunicação da empresa.

Se o intuito for atingir todos os colaboradores, uma boa ideia é usar o mural de avisos ou fazer uma publicação na intranet, detalhando a ação. Caso ela seja direcionada para equipes específicas, envie e-mails personalizados e converse individualmente com cada profissional.

Meça os resultados

Há duas formas de medir os resultados de engajamento após uma estratégia de gamificação. A primeira é observar os dados obtidos nos feedbacks automáticos. Os níveis alcançados e pontuações obtidas dizem muito sobre a evolução e envolvimento do funcionário na atividade proposta.

A segunda é acompanhar os funcionários após a ação, por meio de testes, pesquisas de satisfação e conversas individuais. Assim, será possível avaliar se o conteúdo foi bem-aceito pelos colaboradores e traçar um plano para melhorar a dinâmica nas próximas vezes.

Recompense os funcionários pelo engajamento

Além das recompensas virtuais, também é necessário premiar o engajamento na vida real. Essa é uma maneira eficiente de mostrar ao time que o esforço na atividade vale a pena e que a empresa valoriza os bons resultados.

Para escolher as recompensas certas, avalie as preferências e interesses pessoais dos colaboradores. Jantares, viagens, ingressos para shows ou até mesmo um certificado de avaliação são ótimos incentivos para a equipe. O modelo de premiação vai depender muito da natureza da atividade implementada.

Se a ação tiver o intuito de aumentar o engajamento do time de vendas, o vencedor será o profissional com melhor desempenho. Já se a gamificação tiver o objetivo de melhorar o trabalho conjunto, pode-se pensar em uma maneira de premiar a equipe toda, deixando destaques individuais em segundo plano.

Busque apoio especializado

Todo o planejamento citado acima precisa ser acompanhado por uma empresa especializada. Procure um parceiro de confiança, com uma gama de serviços que inclua a avaliação do cenário, a implementação do projeto e a mensuração dos resultados. O suporte também precisa ser de qualidade, para que eventuais problemas sejam resolvidos rapidamente.

Tentar aplicar a gamificação sem o apoio de uma equipe de experts certamente causará muitos prejuízos à sua empresa. Além de a estratégia não alcançar o engajamento esperado, haverá necessidade de retrabalho e correção de falhas, o que aumenta o investimento no processo.

Quais são os principais erros que podem ocorrer nos projetos de gamificação nas empresas?

Quando falamos em gamificação nas empresas, é interessante observarmos ainda os erros que são mais comuns nesse tipo de projeto. A ideia é se precaver para que as falhas cometidas nas outras companhias não se repitam nas nossas.

Para que você entenda quais são esses erros e como evitá-los, listamos os principais. Acompanhe nos tópicos a seguir!

Não utilizar os dados disponíveis

Um dos objetivos da gamificação é coletar informações sobre os funcionários, que sirvam para conhecer as potencialidades e fraquezas de cada um, por exemplo. Por isso, de nada adianta desenvolver esse tipo de estratégia e não ter por trás o objetivo de utilizar esses dados de alguma forma.

Para evitar esse tipo de erro, trace os objetivos do uso dos dados antes mesmo de iniciar o trabalho. Somente dessa maneira você terá êxito nessa atividade, já organizando os dados que serão utilizados, no decorrer do seu desenvolvimento.

Fazer questionários introdutórios muito grandes

Em alguns jogos, é preciso que sejam feitos questionários introdutórios para que se saiba identificar quem é o participante da atividade de gamificação nas empresas, por exemplo. No entanto, é preciso ter cuidados ao fazer a elaboração desse documento.

Pouco adianta fazer um questionário muito longo e que desmotive o participante logo no início da atividade. Ninguém gosta de levar 10 minutos para responder muitas perguntas antes de iniciar o jogo, por exemplo.

Por conta disso, o recomendado é que sejam criados questionários pequenos, com no máximo três perguntas, para que não se leve muito tempo para desenvolver tal atividade.

Não ter um objetivo bem traçado

Conforme explicamos, antes de iniciar a atividade de gamificação, você já precisa ter um objetivo bem traçado, para saber o que será necessário analisar em cada etapa do jogo.

Se a finalidade do game for identificar como uma pessoa se comporta a uma situação adversa no atendimento a clientes, por exemplo, isso precisa ser avaliado com maior cautela. A ideia é ter sempre um objetivo principal e outros secundários.

Não oferecer mobilidade

Em processos de recrutamento e seleção, as atividades de gamificação, na maioria das vezes, podem ser realizadas pelos candidatos em suas casas, por meio de um link enviado, e não na sede da companhia.

De tal modo, não oferecer mobilidade pode ser um erro grave! Não sabemos se o candidato realizará a atividade em um computador, em um smartphone ou em um tablet, por exemplo.

Por isso, as plataformas dos games precisam ser responsivas, ou seja, se adaptarem aos diferentes tamanhos de tela. Somente dessa forma se garantirá que todos terão uma boa experiência ao fazer a atividade proposta.

Não personalizar as estratégias

Uma estratégia de gamificação utilizada para avaliar candidatos em um processo de recrutamento e seleção não pode ser a mesma utilizada para avaliar quem já faz parte da empresa! Cada processo tem seus objetivos próprios e é necessário estar atento a isso para evitar problemas.

O jogo deve estar sempre alinhado com o público-alvo, para evitar que os resultados alcançados não sejam fidedignos com a realidade, o que levaria a estratégia por água abaixo.

Criar jogos muito complicados

A ideia da gamificação nas empresas é ter resultados rápidos por meio de ações objetivas dos participantes. Por isso, um jogo complicado e com muitas etapas a serem cumpridas podem dificultar o entendimento de todos e fazer com que falte engajamento por parte dos participantes.

O tipo de jogo ideal para as estratégias de gamificação empresarial são os no estilo árcade, similares aos antigos games de fliperama, que foram febre nas décadas de 1980 e 1990. Eles são divertidos e fáceis de jogar, de modo que os participantes podem agir de forma livre, sem ter que ficar muito tempo atentos a regras.

Lembre-se de que a gamificação não é um jogo com menus, muitos personagens e um cenário com muitos detalhes. Essas características são comuns aos serious games, que são jogos em que os usuários precisam interagir em situações por meio dos personagens.

Pensar que a gamificação serve apenas para que o trabalho seja mais divertido

É claro que um dos objetivos da comunicação é deixar o trabalho menos maçante e gerar mais engajamento entre os colaboradores, mas essa não é a sua única função. A ideia dos jogos é deixar os funcionários mais conectados com a organização.

Além disso, para se sentirem motivados a participar dos jogos, os trabalhadores precisam sentir resultados reais. Para isso, a empresa pode dar brindes ou um bônus para quem tiver um resultado satisfatório.

Pensar que a gamificação serve apenas para processos seletivos

Outro erro bastante cometido, quando falamos em gamificação nas empresas, é o de que esse tipo de estratégia serve apenas para os processos de recrutamento e seleção de novos colaboradores. Porém, como já vimos, as ações podem variar de acordo com o perfil de público.

A gamificação não é utilizada apenas para os processos seletivos, mas também com os colaboradores que já fazem parte da empresa e que precisam ter o seu comportamento avaliado ou monitorado, por exemplo.

Pensar que a gamificação está sempre atrelada a tecnologia

É verdade que a maioria dos processos de gamificação utiliza de recursos tecnológicos, como jogos digitais, mas isso não é uma regra. É possível, sim, desenvolver dinâmicas de grupo gamificadas, sem que seja necessário contratar um software ou aplicativo.

A gamificação nada mais é do que um processo e se você criar um jogo que pode ser feito com uso de papel e caneta ou qualquer material acessível, também poderá fazê-lo sem nenhum problema. O necessário é que por trás da ação existam dados e questões a serem analisadas no processo produtivo de gamificação.

Usar a gamificação pelo fato de a estratégia parecer moderna

Muitas empresas começar a usar a gamificação apenas porque acham a estratégia moderna ou porque uma concorrente está utilizando. Ter esse pensamento é errado, uma vez que o processo precisa de um planejamento.

Se você implementa um processo de gamificação nas empresas às pressas, apenas porque acha legal, as chances de ele não dar certo são grandes.

Chegamos ao fim do nosso guia de gamificação como ação de engajamento nas empresas. Agora que você já sabe tudo sobre o assunto, é hora de colocar o que aprendeu em prática. Monte um bom planejamento, seja criativo e crie soluções relevantes para influenciar o comportamento dos seus funcionários. Certamente, os resultados da sua organização vão melhorar em todos os aspectos!

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