Gestão comportamental: você sabe o que é e como funciona?

Tempo de leitura: 6 minutos

Durante muito tempo, o comportamento individual dos profissionais foi um fator negligenciado pelo RH. Não apenas em função da falta de interesse, mas pela ausência de ferramentas e estratégias que dessem suporte à gestão comportamental.

O fato é que não dá mais para evitar conhecer essa abordagem e entender tudo o que ela é capaz de gerar para as organizações. Se você também quer conhecer a gestão comportamental e descobrir como ela pode contribuir para a sua empresa, continue a leitura deste artigo até o final. Boa leitura!

O que é gestão comportamental?

A gestão comportamental é uma das abordagens estratégicas que o RH pode adotar. Ela vem se mostrando uma eficiente ferramenta de apoio ao desenvolvimento de times de trabalho, no que diz respeito à melhora da sua performance e produtividade.

De acordo com essa forma de gerenciar talentos, a empresa deve se preocupar com a gestão do comportamento de suas equipes desde o momento da contratação de novos colaboradores. Desse modo, essa abordagem passa pelas etapas de seleção, contratação, desenvolvimento e também desligamento de pessoas.

Portanto, a gestão comportamental tem enfoque no comportamento de seus colaboradores, com vistas a melhorar o ambiente e desenvolver seus talentos. Quer saber como isso funciona na prática? Confira o próximo tópico!

Como ela funciona?

Ela acaba se tornando um meio da empresa utilizar, de forma estratégica, os talentos que tem. Dessa maneira, fica mais simples formar uma equipe producente, com facilidade para alcançar metas e objetivos.

A gestão comportamental é efetiva justamente por englobar todos os aspectos da participação de um colaborador na organização. Ela considera fatores comportamentais para contratar as melhores pessoas e alinhar esses perfis aos cargos certos, reduzindo o risco de retrabalho ou de más contratações.

Ela também atua entendendo o perfil comportamental de cada um e, a partir disso, estabelece os melhores meios para desenvolver seus talentos. Outro aspecto importante é que também podem ser utilizadas técnicas específicas de administração, a fim de melhorar o desempenho dos perfis de forma individual.

Quais são os seus benefícios?

O principal benefício de realizar uma gestão comportamental eficiente é o melhor aproveitamento do capital humano disponível na organização. Isso significa uma melhoria no clima organizacional, no ambiente de trabalho e também na cultura empresarial, já que pessoas motivadas tendem a trabalhar mais felizes e engajadas com o negócio.

Além disso, é importante destacar que o aproveitamento adequado de habilidades tem forte impacto no que tange a satisfação das equipes. Nesse caso, a gestão comportamental também ajuda a reduzir as taxas de turnover e reter talentos estratégicos para o negócio, aumentando o valor do seu capital intelectual.

A consequência é a redução de despesas com indenizações demissionais e processos seletivos, principalmente. Além disso, os treinamentos passam a ser pontuais e mais eficientes, em decorrência da clareza acerca das competências que precisam ser desenvolvidas.

Por que a gestão comportamental pode melhorar resultados?

Na maior parte das empresas, a gestão comportamental é implementada a partir de consultorias externas. Essa solução amplia a capacidade de diagnóstico da situação real da empresa, visto que o mesmo é realizado por alguém imparcial e indiferente aos “vícios” internos. De qualquer forma, também é possível implementar essa prática com profissionais da própria empresa.

Em ambos os casos, os resultados são significativos. Entre os principais impactos positivos percebidos estão:

  • aumento no nível de autoconhecimento — ao participar da aplicação de ferramentas de análise de perfil comportamental, o profissional tem acesso a uma série de informações que permitem que ele se desenvolva de forma mais eficaz e produtiva;
  • mais precisão nos processos de recrutamento e seleção — com uma definição adequada do perfil comportamental ideal, fica mais fácil contratar aquelas pessoas que estão alinhadas às expectativas da empresa;
  • motivação dos colaboradores — com o alinhamento dos cargos, é muito mais provável que os profissionais experimentem maior produtividade e mesmo reconhecimento em suas funções, o que contribui para a sua motivação;
  • adaptação da gestão de pessoas — gerenciar pessoas se torna algo muito mais flexível, já que é possível perceber as necessidades de cada perfil comportamental e realizar abordagens distintas para cada um deles;
  • redução das taxas de turnover — profissionais motivados, atuando em funções que permitam exercer seu potencial, tendem a permanecer na empresa por mais tempo, reduzindo as taxas de rotatividade da organização;
  • solidez da cultura organizacional — alinhamento e engajamento são dois termos que podem gerar preocupação para muitos gestores. No entanto, com uma gestão comportamental eficiente, fica muito mais fácil alinhar e engajar os colaboradores, fortalecendo a cultura organizacional.

Como estruturar um modelo de gestão comportamental no RH?

Para fazer com que a gestão comportamental realmente seja um modelo que funcione na empresa, é preciso desenvolver alguns aspectos. Confira a seguir!

1. Alinhamento do perfil comportamental desejado

É preciso entender que cada pessoa tem um conjunto único de características para oferecer e que elas podem ou não estar de acordo com o que a empresa precisa. Alinhar um perfil comportamental desejado é estipular o que, de fato, a empresa busca.

Diferentemente de ficar insistindo em desenvolver perfis errados e tentando adaptar profissionais desmotivados, a gestão comportamental busca o lugar certo para cada pessoa. Assim, fica muito mais simples potencializar os talentos já inerentes a cada um.

2. Análise do perfil comportamental das equipes atuais

Além de saber o tipo de profissional que a sua empresa busca, é imprescindível conhecer quem já está fazendo parte dela. Com isso, não significa que você tenha que demitir toda a sua equipe com base em seus comportamentos e recontratar. Pelo contrário.

Em grande parte dos casos, as empresas simplesmente desperdiçam talentos pela má alocação ou simples desconhecimento da gestão comportamental. Portanto, é válido estudar a fundo quais são as melhores possibilidades para o seu negócio e aproveitar ao máximo cada talento contratado.

3. Desenvolvimento dos perfis desejados

Para aquelas empresas que têm um quadro de colaboradores talentosos, é válido investir no desenvolvimento das suas características comportamentais. É possível, por meio de práticas específicas, aperfeiçoar diversas competências.

Desse modo, a combinação entre a alocação correta de profissionais nos seus devidos cargos e o desenvolvimento de habilidades comportamentais pontuais, podem contribuir muito para a melhora dos resultados da empresa.

Portanto, a gestão comportamental é uma forma de utilizar, de maneira estratégica, os recursos humanos disponíveis na empresa. Essa prática gera benefícios que auxiliam no alcance dos objetivos do negócio. Para estruturar um bom modelo desse tipo de abordagem é preciso alinhar, analisar e desenvolver os perfis desejados.

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